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19 de Abril de 2010 - 10h33
Brasil e China assinam protocolos de exportação
 
 

 Os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, e da Administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ), Wang Young, firmaram, nesta quinta-feira (15), protocolos para a exportação brasileira de carne bovina termoprocessada e tabaco. Os documentos foram assinados na presença dos presidentes brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e chinês, Hu Jintao, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
 Na ocasião, Lula destacou a importância chinesa na parceria comercial do Brasil. Segundo ele, o intercâmbio entre os dois países cresceu 780% desde 2003. O presidente pediu maior ousadia dos empresários brasileiros e frisou, ainda, a possibilidade de crescimento das vendas agropecuárias para o país asiático.
 Na avaliação do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, os acordos firmados hoje contribuirão para o aprofundamento das relações bilaterais. "Eles sinalizam no sentido da continuidade e ampliação das atividades conjuntas entre o Brasil e China. Continuamos a desenvolver as condições para que esse comércio bilateral tão importante siga crescendo", afirma.
 O protocolo sobre a venda de carne bovina termoprocessada para o país asiático estabelece as condições sanitárias e veterinárias para os embarques. Entre elas, o Ministério da Agricultura fornecerá planos anuais de monitoramento de resíduos, será o responsável pela adoção de sistemas de prevenção e controle de doenças e garantirá áreas livres de febre aftosa. Além disso, o governo brasileiro vai assegurar as características dos animais abatidos e processados.
 A ampliação das exportações de carne bovina in natura para a China é um dos assuntos em discussão na segunda sessão do Subcomitê de Inspeção e Quarentena, da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível (Cosban), que acontece em Brasília nestas quinta (15) e sexta-feiras (16). Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) acordaram o envio da relação de 14 frigoríficos nacionais que atendem os requisitos sanitários da Administração Geral de Supervisão da Qualidade, Inspeção e Quarentena da China (AQSIQ).
 Atualmente, apenas cinco estabelecimentos estão habilitados a exportar o produto para o mercado chinês. A intenção do governo brasileiro é aumentar o comércio de carne bovina in natura com os chineses, que ainda é pequeno.
 Os requisitos fitossanitários para a venda de folhas de tabaco produzido no Rio Grande do Sul também foram acordados entre os ministros. Os cuidados com manejo de risco da praga do mofo azul (Peronospora tabacina) e o controle para evitar a presença de insetos vivos nos carregamentos são algumas das condições estabelecidas no documento, que tem validade de dois anos.
 As informações são do Mapa, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.
 Fonte:Beef Point, 16/04/2010

  

 

 
 
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